eu ando achando que educação não é mais educação.
sempre me diceram que a escola não é nada além de uma representação da sociedade. e com isso, todos os problemas sociais/pessoais que temos, tem seu correspondente escolar.
e a gente vê muita coisa zoada... mas pra mim, o mais complicado é lidar com falta de ética.
pra quê se ajudar quando podemos escurraçar o outro pelas costas?
foi-se o tempo que ser professor era sinônimo de ter uma boa educação, boa índole, bom caráter...
e exemplo? não é bom ser coerente quando corrigimos nossos alunos pelas atrocidades que fazem uns com os outros? magina...
são todos valores passados.
e eu, como sempre, caio em armadilhas: minha indignação só me apronta!
claro que falei demais! claro que me irritei e me expressei como não devia.
no fim, saio me sentindo uma bosta humana, com a sensação de que devolvi na mesma moeda.
odeio meu sangue italiano! só aparece na hora que não deve.
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
domingo, 28 de março de 2010
o petrini e o slow food
imagem tirada daqui
em novembro passado, me associei ao movimento slow food. glenn e eu "ouvimos" falar no slow no blog da neide (come-se). difícil não se envolver. o slow nasceu na itália, mas hoje tá espalhado pelo mundo e traz coisas muito importantes como princípios... é o alimento bom, limpo e justo. é mais que orgânico. é gastronomia + biodiversidade + conhecimento tradicional transformado em condições dignas de vida para a agricultura de subsistência. é fazer o produto receber o que ele vale.
nessa semana o fundador do slow, carlo petrini, esteve no brasil para um dos motivos do slow... o terra madre brasil rolou em brasília, e nos deixou arrasados por não ter ido. nos inscrevemos pra ganhar a viagem, mas não deu. depois disso, o petrini teve em sp, numa janta no júlia gastronomia (no itaim bibi), numa palestra no senac e no "entre estantes e panelas", na livraria cultura do conjunto nacional.
nós estivemos no júlia e na cultura. saí do jantar do júlia com gosto de quero mais... conhecemos pessoas muito legais, conversamos um bocado com a neide (sempre tão atenciosa!) e comemos muito!! (as comidas nos eventos do slow são sempre fenomenais!!), mas o petrini falou muito pouco... ele tava cansado de viagens e eventos... deu pra ter uma ideia de como ele é: italiano, falante, risonho, simpático e simples...
agora o evento da cultura, esse sim! o ouvimos por 1 hora. mas aquilo foi tão motivador! tão inspirador! é daqueles ideais pra dedicar a vida! de se mexer e fazer alguma coisa. daquelas coisas que te faz mudar os quereres...
e de fato, ando com dificuldade de enxergar como fazer pra juntar essas coisas todas que andam me cercando... a cada dia que passa me parece mais certo que o caminho pra eu me encontrar será mesmo voltar pro interior e virar uma pequena produtora. eu acho que só é questão de decidir o lugar e o cultivar.
saí de lá correndo pro cursinho... não deu tempo de ver as perguntas da platéia. mas quando cheguei em casa, tínhamos um livro ("slow food: princípios da nova gastronomia") autografado. tô contando os dias pra ele vir pra minha mão...
em novembro passado, me associei ao movimento slow food. glenn e eu "ouvimos" falar no slow no blog da neide (come-se). difícil não se envolver. o slow nasceu na itália, mas hoje tá espalhado pelo mundo e traz coisas muito importantes como princípios... é o alimento bom, limpo e justo. é mais que orgânico. é gastronomia + biodiversidade + conhecimento tradicional transformado em condições dignas de vida para a agricultura de subsistência. é fazer o produto receber o que ele vale.
nessa semana o fundador do slow, carlo petrini, esteve no brasil para um dos motivos do slow... o terra madre brasil rolou em brasília, e nos deixou arrasados por não ter ido. nos inscrevemos pra ganhar a viagem, mas não deu. depois disso, o petrini teve em sp, numa janta no júlia gastronomia (no itaim bibi), numa palestra no senac e no "entre estantes e panelas", na livraria cultura do conjunto nacional.
nós estivemos no júlia e na cultura. saí do jantar do júlia com gosto de quero mais... conhecemos pessoas muito legais, conversamos um bocado com a neide (sempre tão atenciosa!) e comemos muito!! (as comidas nos eventos do slow são sempre fenomenais!!), mas o petrini falou muito pouco... ele tava cansado de viagens e eventos... deu pra ter uma ideia de como ele é: italiano, falante, risonho, simpático e simples...
agora o evento da cultura, esse sim! o ouvimos por 1 hora. mas aquilo foi tão motivador! tão inspirador! é daqueles ideais pra dedicar a vida! de se mexer e fazer alguma coisa. daquelas coisas que te faz mudar os quereres...
e de fato, ando com dificuldade de enxergar como fazer pra juntar essas coisas todas que andam me cercando... a cada dia que passa me parece mais certo que o caminho pra eu me encontrar será mesmo voltar pro interior e virar uma pequena produtora. eu acho que só é questão de decidir o lugar e o cultivar.
saí de lá correndo pro cursinho... não deu tempo de ver as perguntas da platéia. mas quando cheguei em casa, tínhamos um livro ("slow food: princípios da nova gastronomia") autografado. tô contando os dias pra ele vir pra minha mão...
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
eterno descontentamento
sabe quando vc não tem mais a menor iéia do que quer?
sabe quando vc se compromete com uma coisa importante, longa, trabalhosa, mas não tem mais a menor vontade de levar a coisa adiante?
eu tô assim... e agora?
sabe quando vc se compromete com uma coisa importante, longa, trabalhosa, mas não tem mais a menor vontade de levar a coisa adiante?
eu tô assim... e agora?
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dúvidas filosóficas
domingo, 14 de setembro de 2008
engraçado como as coisas vão acontecendo na vida... há 2 semanas eu estava num conflito interno tão grande, que mal estava conseguindo levantar da cama pra trabalhar... tava tudo me consumindo... parece que quando vc consegue se decidir (acreditem, isso é difícil pra mim!) e começar a se movimentar, as coisas começam a acontecer...
não sei se faz algum sentido pros outros, mas nesse momento, pra mim, tá fazendo... pensando nas aulas de inércia que dei na sexta, penso que isso realmente afeta tudo! newton foi o cara! se sua vida tá uma bosta, ela tenderá a ficar uma bosta... e parece que a cada dia, piora. mas se, sei lá pq vc consegue achar uma forcinha e se decidir por alguma coisa e conseguir esboçar uma reação, as tendências mudam. será?
muitas possibilidades se abrem agora... acho que a gente nunca sabe se elas são mesmo boas... e pra falar a verdade, tô apavorada! tá, tb não é novidade... quando que eu não tô? eu sempre tô! não tem problema... o que importa é começar as mudanças... e pra começar, eu sempre demoro... foram semanas de lágrimas e 4 kg a menos...
segunda quinta de faltas... terapia... decidi largar... duas conversas com os coordenadores... primeira quinta livre... uma conversa com o ranvaud, após vários e-mails... várias conversas com o gelson... e-mails... telefone... mais conversas... mãe... má... sangue... mininão... e mais... culminando numa conversa profissional com glenn em meio a tantas pessoalidades... que bom que foi assim!
saldo excepcionalmente positivo. tô me sentindo ótima. ótimamente apavorada.
um mundo de possibilidades... ainda bem que esse mundo dá voltas...
não sei se faz algum sentido pros outros, mas nesse momento, pra mim, tá fazendo... pensando nas aulas de inércia que dei na sexta, penso que isso realmente afeta tudo! newton foi o cara! se sua vida tá uma bosta, ela tenderá a ficar uma bosta... e parece que a cada dia, piora. mas se, sei lá pq vc consegue achar uma forcinha e se decidir por alguma coisa e conseguir esboçar uma reação, as tendências mudam. será?
muitas possibilidades se abrem agora... acho que a gente nunca sabe se elas são mesmo boas... e pra falar a verdade, tô apavorada! tá, tb não é novidade... quando que eu não tô? eu sempre tô! não tem problema... o que importa é começar as mudanças... e pra começar, eu sempre demoro... foram semanas de lágrimas e 4 kg a menos...
segunda quinta de faltas... terapia... decidi largar... duas conversas com os coordenadores... primeira quinta livre... uma conversa com o ranvaud, após vários e-mails... várias conversas com o gelson... e-mails... telefone... mais conversas... mãe... má... sangue... mininão... e mais... culminando numa conversa profissional com glenn em meio a tantas pessoalidades... que bom que foi assim!
saldo excepcionalmente positivo. tô me sentindo ótima. ótimamente apavorada.
um mundo de possibilidades... ainda bem que esse mundo dá voltas...
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
não sei.
por ser bióloga, eu deveria saber lidar melhor com a diversidade, certo? por que, então, é tão difícil? por que pode ser tão surpreendente a possibilidade de que as outras pessoas não sentem o mesmo que vc, perante valores ou situações que vc julga tão fundamentais? isso deveria ser mais fácil...
o engraçado é observar como as pessoas (e vc mesmo) age em situações de conflito... já mencionei aqui antes... deus, pra mim, é etólogo! e um cara bem sarcástico... engraçado como o sarcasmo se expressa de maneira diferente em diferentes pessoas... em uns, acho a melhor qualidade... em outros, o pior defeito...
acredito que agressão é uma coisa muito versátil... e, ultimamente, tenho presenciado cada vez mais maneiras diferentes de agredir alguém... mas o mais engraçado ainda, é perceber como uma coisa que pra vc é besteira, pode ser tão séria pra outro... e como uma coisa corriqueira pra outro, pode ser tão agressiva pra vc.
tenho sérios problemas de abstração... ignorar alguma coisa é tarefa impossível pra mim... eu tento.. tento... tento mais um pouco... não dá! não consigo ignorar um fato, um problema, uma situação... sendo ela boa ou ruim... e é impressionante como isso afeta meu temperamento... não consigo abstrair... não consigo esperar... não consigo ignorar...
eu sempre acho que as pessoas precisam agir... fazer, se mexer... buscar a resolução... e pra mim, a imensa maioria das coisas não são resolvidas sozinhas... e esperar, é tortura... empurrar com a barriga, é besteira... e ignorar é impossível...
o fato é que agressão, pra mim, é me negar a possibilidade de resolver uma situação... é me ignorar ou ignorar qualquer situação-conflito que me envolva... mesmo que eu não queira estar nela (afinal, quem é que quer?). isso é tirar minha paz... e as consequências, em mim, não costumam ser agradáveis... algumas vezes, elas ficam aqui dentro, e afetam somente a mim, outras vezes, elas jorram de dentro de mim sem que eu nem me dê conta... quando dou por mim, já foi... a merda está atirada ao ventilador e espalhada pra todo lado.
maldito sangue italiano! acho que a única coisa boa que isso me traz é ser apaixonada por molhos, azeites, oréganos e berinjelas...
o engraçado é observar como as pessoas (e vc mesmo) age em situações de conflito... já mencionei aqui antes... deus, pra mim, é etólogo! e um cara bem sarcástico... engraçado como o sarcasmo se expressa de maneira diferente em diferentes pessoas... em uns, acho a melhor qualidade... em outros, o pior defeito...
acredito que agressão é uma coisa muito versátil... e, ultimamente, tenho presenciado cada vez mais maneiras diferentes de agredir alguém... mas o mais engraçado ainda, é perceber como uma coisa que pra vc é besteira, pode ser tão séria pra outro... e como uma coisa corriqueira pra outro, pode ser tão agressiva pra vc.
tenho sérios problemas de abstração... ignorar alguma coisa é tarefa impossível pra mim... eu tento.. tento... tento mais um pouco... não dá! não consigo ignorar um fato, um problema, uma situação... sendo ela boa ou ruim... e é impressionante como isso afeta meu temperamento... não consigo abstrair... não consigo esperar... não consigo ignorar...
eu sempre acho que as pessoas precisam agir... fazer, se mexer... buscar a resolução... e pra mim, a imensa maioria das coisas não são resolvidas sozinhas... e esperar, é tortura... empurrar com a barriga, é besteira... e ignorar é impossível...
o fato é que agressão, pra mim, é me negar a possibilidade de resolver uma situação... é me ignorar ou ignorar qualquer situação-conflito que me envolva... mesmo que eu não queira estar nela (afinal, quem é que quer?). isso é tirar minha paz... e as consequências, em mim, não costumam ser agradáveis... algumas vezes, elas ficam aqui dentro, e afetam somente a mim, outras vezes, elas jorram de dentro de mim sem que eu nem me dê conta... quando dou por mim, já foi... a merda está atirada ao ventilador e espalhada pra todo lado.
maldito sangue italiano! acho que a única coisa boa que isso me traz é ser apaixonada por molhos, azeites, oréganos e berinjelas...
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