quinta-feira, 29 de julho de 2010

uai, sô!

a paisagem mais comum durante minha semana: um toco num guapuruvu
(que não é de cerrado, mas de mata atlântica)  - cbmm
a semana passada foi sensacional!
glenn e eu fomos pra casa do rod, em araxá (mg).
o rod nos descolou um estágio na empresa em que ele trabalha, e com esse alivia-consciência, pensamos que ficaríamos lá por 2 semanas. 

 é engraçado... fazia tempo que eu ensaiava ir, mas a cabeça da gente é muito maluca. eu tô meio desempregada. e de férias do pouco trabalho que tenho. mesmo assim, tem a responsabilidade da busca pelo emprego. dos auxílios nos projetos do slow... se não fosse com um "trabalhinho" pra realizar por lá,
eu acabaria não indo. que bom que fomos! 

bom foi estar de volta ao cerrado. óquei. tem cerrado aqui em sp. mas o cerrado daqui é meio intermediário... é diferente. quando fui pro cerrado em 2003, na chapada dos veadeiros, eu me apaixonei.   e é divertido perceber como a gente esquece das impressões, mesmo daquelas coisas que gosta. eu  lembrava que amava o cerrado, mas a gente perde os detalhes... ainda mais quem tem cabeça ruim, como eu. dessa vez, conheci árvores incríveis, e revi outras que já fazem parte do meu repertório. 

lobeira, paixão desde 2003.
e o mais legal, ver como plantas corriqueiras ficam diferentes em outro bioma; as paineiras ficam ainda maiores, e com frutos imensos! com espinhos na casca somente quando novas.  e as primaveras, então? elas ficam árvores! completamente carregadas de flores!

primavera mineiras - barreiro
 os mineiros são muito hospitaleiros, e falam de um jeitinho sem igual. a gente ri por demais! e quando ocê menos espera, cê tá falando que nem eles... assim mes... comeno as sílabas... nuh!!  
conheci pessoas bem legais, como o léo, que guentou minhas trapalhadas na cozinha, e a gente polemizando a todo momento. 

é... eles não poderiam entrar no horizonte perdido.

minas é complicado pra comida! onde vc vai vc come feito um porco... não é à toa que o rod tá viciadão e corre mais que o papa-léguas todo dia. cada queijo bom! cada doce delicioso! ambrozia, orelinhas de goiaba, ameixinha de queijo, tronquinho... e comida pesada... pena que eu não fotografei o famoso torresmo molhado. nunca vi mais gordo!

mas eu saí de lá devendo... o rod tava doido pra levar a gente pra uns programas "ecoaventura", mas minha pouca grana e o meu vergonhoso condicionamento físico não permitiram... no fim das contas, acabamos indo até o "horizonte perdido" de carro mesmo... aposto que foi bem mais sem graça do que ir de bicicleta. o caminho é lindo, a vegetação vai mudando até que fica quase cinza... bem diferente. e a visão é impagável... muito bonito! pena que eu fico com as pernas bambas e não consigo ficar muito alí na ponta. 
a foto não dá conta da realidade...
 a aventura foi pouca, mas demos conta do eco... acho... 
 alí mesmo, no condomínio... do ladinho de casa... 

meninos na mangueira
mas o bom mesmo foi passar esses dias com o rod. e pra matar mesmo a saudade, fechamos a nossa estada em araxá sentados na grama cantando e tocando violão. algo que faz parte da nossa amizade desde sempre. desde que a gente tinha uns 13 anos. que bom que algumas coisas nunca mudam.

chegando em sampa as 6:30h da segunda, encontramos a marginal cheia, o céu completamente cinza, frio, e pra carimbar o passaporte de paulistana, o tietê cheião!
 que que eu tô fazendo aqui, meu deus?!?

ô vidão!

acho que eu preciso sair do mofo poluído da capital pra ir morar no cerrado!

exatamente assim!


as minhas férias acabam segunda!! provas pra corrigir... notas pra fechar...
sai diabinho!!!


ps. notem que tá colorido!!

sábado, 26 de junho de 2010

agora compare com essa




meta de férias: aprender essa coreografia.
quem sabe eu descolo uma graninha...

single ladies



eu aqui, precisando trabalhar, e esses caras ganhando dinheiro a toa...
ô vida!

clique aqui pra ver o making of

sexta-feira, 18 de junho de 2010

notícia triste


"Cada vez mais sós 

Acho que todos nós devemos repensar o que andamos aqui a fazer. Bom é que nos divirtamos, que vamos à praia, à festa, ao futebol, esta vida são dois dias, quem vier atrás que feche a porta – mas se não nos decidirmos a olhar o mundo gravemente, com olhos severos e avaliadores, o mais certo é termos apenas um dia para viver, o mais certo é deixarmos a porta aberta para um vazio infinito de morte, escuridão e malogro."
“Cada vez mais sós”, in Deste Mundo e do Outro, Ed. Caminho, 7.ª ed., p. 216 (Selecção de Diego Mesa) 



é nessas horas que a morte devia se intermiter.
sinto muitíssimo...

multirão no anhangá







"Mutirão (termo de origem tupi de etimologia obscura) é o nome dado no Brasil a mobilizações coletivas para lograr um fim, baseando-se na ajuda mútua prestada gratuitamente. É uma expressão usada originalmente para o trabalho no campo ou na construção civil de casas populares, em que todos são beneficiários e, concomitantemente, prestam auxílio, num sistema de rodízio.
Atualmente, por extensão de sentido, "mutirão" pode designar qualquer iniciativa coletiva para a execução de um serviço não remunerado, como um mutirão para a pintura da escola do bairro, limpeza de um parque e outros."

 catarine, ian, miguel e eu rebocando a parede do baheiro seco
essa é a definição que eu encontrei na wikipédia (já que tem que ser assinante uol pra acessar o houaiss). 
foi exatamente isso que fui fazer no final de semana, dias 12 e 13. tudo começou com um convite do adolfo, que tb é slow, e com quem andávamos manifestando nosso interesse por questões ligadas à permacultura. topamos. 
 topei com ressalvas... já que as minhas obrigações pro final de semana eram muitas. dormi 2 horas da sexta pro sábado, e o frio as 6 da manhã não estava pra brincadeira. por mim, claramente mal-humorada com sono e frio, teriamos desistido. mas o glenn pulou da cama e não me deu nem chance de abrir a boca. ainda bem!
 encontramos o adolfo. conhecemos sua casa, suas crianças e o creme de abacate sem igual da tomi. fomos ao sítio debaixo de garoa. encontramos a galera, e logo começaram as atividades. 
  apresentação dos afazeres... terminar os projetos iniciados durante os cursos que ocorreram no sítio: filtro de água com o gui e banheiro seco (algo muito parecido com isso aqui) com o chico (procure por francisco lima aqui). escolhemos os grupos... pra matar minha vontade de ver a biosconstrução de perto, escolhi o banheiro. e isso sim, foi uma verdadeira quebra de paradigmas. 
                                 glenn olhando a galera fazer o trabalho mais detestado: lavar pedras pro filto.
  
  aprendi que pau-a-pique é o máximo. que existem vários tipos de acababento... que a cor da terra deixa a construção linda, e que usando areia fina e argila, dá pra fazer até textura na parede! peneirei terra e areia, mexi no cal, fiz massa, e reboquei várias paredes e várias delas duas vezes. outras, até três!
baita lavoro 
 pau-a-pique só abriga barbeiro se não der o acabamento necessário. NUNCA MAIS na vida terei coragem de dizer que prevenção de doença de chagas se faz construindo casa de alvenaria. além de anti-ecológico, é irreal! burrice recomendar isso pra comunidades menos abastadas. 
 não deu pra ver o banheiro funcionar... ainda falta bastante. mas já deu pra ver como faz ferrocimento. quanto dá trabalho picaretar o solo. e como é possível aliar conhecimento técnico com ideais. 
 nesse final de semana, eu dei vazão pra uma coisa que busco há muito tempo. vi que tem várias pessoas que sonham... e que dá pra sonhar, dá pra viver desse sonho. que a gente não precisa se anular o tempo todo e ter que se adequar a uma vida que não concorda. e olha, tinha gente de todo jeito... arquiteto, administrador, educador, engenheiro, cineasta, e claro, biólogos e ecólogos. pessoas que estão lutando e buscando maneiras mais sustentáveis de viver.  alternativas mais justas de se relacionar com as pessoas e com o ambiente.
 nesse fim de semana, vi como a bicho-grilice se alia incrivelmente com a técnica. o quanto as pessoas podem fazer quando estão motivadas... quando estão dispostas a cooperar e a compartilhar.


 nesse fim de semana eu me senti útil. me senti imersa no meu sonho. e descobri que ele é coletivo. 


ps.valeu pelas fotos, mili!. clique para ver o resto.
                                         

segunda-feira, 14 de junho de 2010

 
eu não sei o que acontece... não sei se espero demais dos outros ou se realmente sou muito imbecil pra aceitar que as coisas mudam com o tempo...

 quiçá um dia eu consiga romper laços que foram grandes... assim, sem dó. sem remorso.
 tratar na mesma moeda que sou tratada.
 oxalá eu consiga...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ai que deprê!


não que eu fique feliz por isso... mas...

domingo, 6 de junho de 2010

5 de junho: dia mundial do meio ambiente

 foi ontem...
 e pra não passar batido, vai um desenho tirado do mentirinhas.


é... não tem como negar... o caco é o meu favorito!

e se vc quiser saber porque não há o que comemorar, clique aqui e veja as feridas que o sakamoto cutuca... aproveite e fuce em outros textos... todos eles valem a pena!

quinta-feira, 3 de junho de 2010